Hezbolá Quebra 15 Meses de Cessar-Fogo
Segurança e Paz — Oriente Médio
Primeira barragem de foguetes desde novembro de 2024 vinga "o sangue do Líder Supremo"; Israel lança campanha ofensiva com 500 alvos no Líbano; Beirute proíb...
Na madrugada de segunda-feira, 2 de março de 2026, quando Beirute dormia, a defesa antiaérea israelense disparou sirenes em toda a Galileia Ocidental: o Hezbolá havia lançado a primeira barragem de foguetes, mísseis e drones contra o norte de Israel desde que o cessar-fogo mediado pelo enviado americano Amos Hochstein havia entrado em vigor em novembro de 2024 — 15 meses de uma pausa durante os quais Israel havia realizado mais de 500 strikes no Líbano sem que o grupo respondesse, conforme documentaram a NPR, o Times of Israel e o ACLED. Em comunicado publicado no Telegram, o Hezbolá afirmou que havia lançado "uma barragem de mísseis de precisão e um enxame de drones" em "vingança pelo sangue do Líder Supremo dos muçulmanos, Ali Khamenei", acrescentando que o ataque visava especificamente um site de defesa antimíssil ao sul de Haifa, conforme o Times of Israel e o ACLED reproduziram. O grupo chamou a ação de "ato defensivo" em resposta à "agressão americana e israelense" e disse que sua decisão de atacar era também uma resposta acumulada a 15 meses de strikes israelenses contínuos apesar do cessar-fogo vigente, conforme o FDD Long War Journal e a NPR documentaram. Repórteres da Associated Press em Beirute foram acordados por "uma série de explosões altas que sacudiram edifícios e fizeram as janelas estilhaçarem", com aviões de guerra sobrevoando em baixa altitude — conforme a NPR descreveu com base no relato de jornalistas da AP no local.O IDF respondeu imediatamente e com escala máxima. O chefe do Estado-Maior, tenente-general Eyal Zamir, anunciou o início de "campanha ofensiva" contra o Hezbolá que duraria "vários dias", conforme o Times of Israel. "Não estamos apenas na defesa — agora vamos para o ataque", disse Zamir, conforme o Times of Israel reproduziu. O general Rafi Milo, chefe do Comando Norte, disse que "os strikes continuam" e que "sua intensidade aumentará", conforme a NPR. Nas primeiras horas do dia, Israel realizou strikes em mais de 500 alvos no Líbano, conforme o FDD Long War Journal compilou com base em comunicados do IDF: alvos incluíam depósitos de armas, centros de comunicações, lançadores de foguetes e as instalações da rede de televisão Al-Manar e da rádio Al-Nour, ambas afiliadas ao Hezbolá, conforme o Times of Israel. Em Dahiyeh — o subúrbio sul de Beirute que é a principal base do Hezbolá na capital —, explosões sacudiram prédios e incêndios se propagaram. O Ministério da Saúde libanês confirmou ao final do dia que os strikes israelenses haviam matado pelo menos 31 pessoas e ferido 149, sem distinção entre combatentes e civis, conforme o Times of Israel. Também morreu nos strikes um comandante sênior da Jihad Islâmica Palestina identificado como Adham al-Othman, 41 anos, "comandante das Brigadas Al-Quds na arena libanesa", conforme o Times of Israel. O IDF emitiu avisos de evacuação urgente a 53 aldeias do sul do Líbano e ordenou que os moradores se afastassem de suas casas por no mínimo 1.000 metros, conforme o porta-voz militar Avichay Adraee publicou no X, segundo o Times of Israel.A decisão do Hezbolá de atacar havia desafiado tanto o governo libanês quanto o precedente de 2025: durante a Operação Martelo da Meia-Noite, de 12 dias, em junho de 2025, em que EUA e Israel haviam atacado capacidades nucleares e de mísseis iranianas, o Hezbolá havia permanecido de fora a pedido do governo libanês, conforme o Times of Israel e o FDD documentaram. Dessa vez, o grupo se recusou a repetir a abstenção. O secretário-geral Naim Qassem, em comunicado publicado na manhã de segunda-feira, disse que o Hezbolá não obedeceria ao apelo do governo de Beirute para permanecer neutro, afirmando que lutaria "até a vitória ou o martírio" e que todos os esforços diplomáticos para conter a "agressão israelense" ao longo de 15 meses de cessar-fogo haviam fracassado, conforme o Times of Israel e o FDD. Qassem insistiu que o governo libanês deveria "defender o direito da resistência" de lutar — numa postura que colocava o Hezbolá em colisão direta com o Estado libanês, conforme analisou o ACLED. O premier Nawaf Salam, sem citar o Hezbolá pelo nome, disse que os lançamentos de foguetes do sul do Líbano eram "irresponsáveis e suspeitos" e prometeu "tomar todas as medidas necessárias para processar os responsáveis", conforme o Times of Israel. No gabinete de emergência convocado naquela tarde, o governo libanês tomou a decisão mais drástica de sua história recente: declarou ilegais as atividades "militares e de segurança" do Hezbolá e ordenou ao grupo que entregasse suas armas ao Estado libanês — uma ordem sem precedente que no entanto enfrentou a resistência imediata do próprio comandante do Exército libanês, general Rodolphe Haykal, que se opôs publicamente a qualquer confronto físico entre as Forças Armadas Libanesas e o Hezbolá, conforme o FDD Long War Journal e o ACLED documentaram. Mais de 800.000 libaneses haviam começado a fugir para o norte, principalmente ao longo da rodovia costeira que passa por Sidon, conforme a AFP e o ACLED registraram, com uma família fotogafada dentro de um caminhão em movimento tornando-se a imagem simbólica do dia.