Nações Unidas destacam papel global no Dia Internacional das Reservas da Biosfera

Meio Ambiente — Global

 A rede mundial soma 797 áreas protegidas em 145 países, incluindo sete biomas brasileiros.

Alcance global da conservação ambientalA Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) celebra nesta terça-feira, 3 de novembro de 2026, o Dia Internacional das Reservas da Biosfera para promover práticas de desenvolvimento sustentável em todo o planeta. Instituída oficialmente pela Conferência Geral da agência em 2021, a data anual busca integrar o conhecimento científico e os saberes tradicionais das comunidades locais na proteção da biodiversidade. Atualmente, a Rede Mundial de Reservas da Biosfera contabiliza 797 áreas reconhecidas em 145 países, em territórios onde se estimula a coexistência equilibrada entre a atividade econômica e a conservação ambiental. Dentro dessa estrutura internacional, o Brasil e as demais nações de língua portuguesa desempenham um papel estratégico na proteção de diferentes ecossistemas.Áreas protegidas em território brasileiroO território brasileiro participa de forma expressiva da rede da Unesco com sete reservas que abrangem os principais biomas nacionais. O reconhecimento internacional no país teve início com a Mata Atlântica em 1991, seguida pela inclusão do Cerrado em 1993 e do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo em 1994. Na década seguinte, a lista brasileira incorporou as áreas úmidas do Pantanal no ano 2000, além da vegetação semiárida da Caatinga e da floresta da Amazônia Central em 2001. O sétimo registro nacional ocorreu em 2005 na Serra do Espinhaço, zona montanhosa que protege espécies endêmicas da flora brasileira. Cooperação em Portugal e na ÁfricaAlém da experiência consolidada no Brasil, o modelo de gestão ambiental da Unesco registra forte expansão na Europa e nos países lusófonos da África e da Ásia. Em Portugal e nos Estados africanos de língua oficial portuguesa, o programa protege zonas costeiras, arquipélagos vulcânicos e áreas de fronteira. Portugal soma 12 reservas e também administra em conjunto com a Espanha três reservas transfronteiriças no Gerês-Xurés (2009), na Meseta Ibérica (2015) e no Tejo Internacional (2016). No continente africano, a lista inclui o Arquipélago de Bolama Bijagós na Guiné-Bissau (1996), as Ilhas Quirimbas em Moçambique (2018), as ilhas do Fogo e de Maio em Cabo Verde (2020) e o Parque Nacional da Quiçama em Angola, certificado em 2025. Essa ampliação recente na comunidade lusófona alcançou novos marcos geográficos entre 2025 e 2026 em territórios insulares do Atlântico e do Sudeste Asiático.Novos marcos insulares em 2026As certificações mais recentes da Unesco consolidaram a presença de pequenos Estados insulares na governança ambiental internacional. Em São Tomé e Príncipe, a designação da Ilha de São Tomé em 2025, somada ao reconhecimento anterior da Ilha do Príncipe em 2012, tornou o arquipélago o primeiro país do mundo inteiramente classificado como reserva da biosfera. Já em 2026, o Timor-Leste passou a integrar a rede mundial com a aprovação do Parque Nacional Nino Konis Santana, localizado no extremo leste do território e inserido na região marinha do Triângulo do Coral. Segundo a avaliação técnica da Unesco, a expansão dessas áreas demonstra que a preservação de biomas estratégicos pode ocorrer de maneira integrada ao desenvolvimento socioeconômico das populações locais.