Irã Confirma a Morte de Khamenei
Governança Global — Oriente Médio
Segundo dia da Operação Epic Fury: mídia estatal iraniana anuncia o assassinato do Líder Supremo, IRGC promete "o mais intenso ataque de sua história", CENTC...
Na madrugada de domingo, 1º de março de 2026, às 3h47 no horário do leste americano, a agência de notícias iraniana IRNA publicou o comunicado que o regime havia tentado reter por mais de doze horas: Ali Khamenei, Líder Supremo da República Islâmica do Irã desde 1989, havia sido morto em um ataque israelense ao seu complexo na Rua Pasteur em Teerã na noite de sábado, 28 de fevereiro, conforme confirmaram a Reuters, a Al Jazeera e a NPR. A Agência de Notícias Fars — controlada pelo IRGC — acrescentou que a filha de Khamenei, seu genro, seu neto e sua nora Zahra Haddad-Adel haviam sido mortos no mesmo strike; Mojtaba Khamenei, filho do Líder Supremo, havia sido ferido mas sobrevivido, conforme documentou a NPR. O estado iraniano declarou 40 dias de luto nacional. O presidente Masoud Pezeshkian, que havia sobrevivido ileso, convocou o Conselho de Defesa Nacional em sessão de emergência e declarou que a morte de Khamenei constituía "uma declaração de guerra contra todos os muçulmanos" e que o Irã "considera dever e direito legítimo vingar seus mártires", conforme reproduziram a Al Jazeera e o CNBC.Khamenei havia sido morto por um strike israelense — parte da Operação Rugido do Leão, braço israelense da operação conjunta que o Pentágono batizou de Epic Fury —, conforme uma fonte com conhecimento dos strikes confirmou à NPR. A operação havia começado às 1h15 da manhã do horário do leste americano de sábado, com os EUA lançando drones de ataque unidirecional, mísseis Tomahawk e foguetes ATACMS contra alvos militares e de liderança em todo o Irã a partir de navios, bases regionais e portaavião USS Abraham Lincoln, conforme o CENTCOM confirmou em comunicado publicado no X, reproduzido pelo USNI News. O IDF havia empregado 200 aeronaves de combate, atingindo cerca de 500 alvos nas primeiras 24 horas — a maior operação aérea de combate da história de Israel, conforme o próprio IDF declarou, segundo a NPR e a Al Jazeera. Entre os alvos confirmados mortos além de Khamenei estavam o ministro da Defesa Aziz Nasirzadeh, o comandante do IRGC general Mohammad Pakpour, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas general Abdolrahim Mousavi e o conselheiro sênior Ali Shamkhani — um total de ao menos 40 altos funcionários mortos, conforme fontes de inteligência citadas pela CBS News. O IRGC, em comunicado publicado no Telegram no início da manhã, prometeu "o mais intenso ataque ofensivo de toda a história das forças armadas da República Islâmica" contra "bases de Israel e dos terroristas americanos", conforme reproduziram a Fox News e a Al Jazeera.O CENTCOM anunciou por volta das 9h da manhã de domingo, 1º de março, que três militares americanos haviam sido mortos em ação e cinco gravemente feridos durante a Operação Epic Fury — as primeiras baixas americanas confirmadas desde o início dos strikes. "Vários outros sofreram ferimentos leves por estilhaços e concussões e estão em processo de retornar ao serviço. As principais operações de combate continuam e nosso esforço de resposta está em andamento", afirmou o CENTCOM em post no X, conforme reproduziu o USNI News. Trump disse ao Daily Mail em ligação telefônica: "Sabe, esperamos que isso aconteça, infelizmente. Eram pessoas excelentes." O presidente não especificou onde ou quando as baixas haviam ocorrido. No mesmo comunicado do CENTCOM, foi confirmado o afundamento da fragata IRIS Jamaran — corveta classe Moudge da Marinha iraniana, o navio de maior porte da frota iraniana do Mar da Arábia, atracado em seu cais em Chabahar — por forças americanas, conforme o USNI News e a Reuters. O CENTCOM também rejeitou como "desinformação" e "mentira" a afirmação do IRGC de que havia atingido o USS Abraham Lincoln com quatro mísseis balísticos: "O Lincoln não foi atingido. Os mísseis lançados não chegaram nem perto", publicou o CENTCOM no X, conforme o USNI News. A única "porta-aviões" atingida, disse o CENTCOM em post irônico, era o Shahid Bagheri — porta-drones iraniano afundado pelos EUA nas primeiras horas da operação, conforme o Naval Today.O Irã havia retaliado com intensidade progressiva ao longo do sábado e da madrugada de domingo, lançando aproximadamente 420 mísseis e drones contra nove países, navios no Mar Arábico e instalações militares americanas e israelenses na região, conforme o levantamento do JINSA (Jewish Institute for National Security of America) compilou com base em dados do CENTCOM e do IDF. Do total: 162 mísseis foram disparados contra Israel (39% do total), atingindo as cidades de Tel Aviv, Beit Shemesh — onde um strike em abrigo público matou pelo menos 9 pessoas —, Jerusalém e Eilat; 167 mísseis foram lançados contra os EAU (40% do total), atingindo o Aeroporto de Dubai — onde um drone causou incêndio em tanque de combustível e forçou evacuação de passageiros —, o hotel Fairmont na Palm Jumeirah e o porto de Jebel Ali; 46 mísseis foram disparados contra o Qatar (11%), atingindo a base aérea americana de Al Udeid; o restante foi distribuído entre Bahrein — onde a sede da Quinta Frota Americana em Manama foi atingida —, Arábia Saudita, Jordânia, Kuwait, Turquia e Omã, conforme o JINSA e a USNI News documentaram. O próprio Omã — que havia tentado mediar as negociações nucleares entre Washington e Teerã apenas duas semanas antes —, havia sido atingido por drones iranianos em seu principal porto, ferindo um trabalhador portuário, conforme a Reuters e o USNI News. O ministro das Relações Exteriores omanense Badr bin Hamad Al Busaidi disse que as negociações por ele mediadas haviam sido "mais uma vez minadas" pelos acontecimentos e pediu aos EUA que "não se deixassem envolver ainda mais", conforme a Al Jazeera. O Conselho de Segurança da ONU foi convocado para reunião de emergência no domingo à tarde, por pedido da França, do Reino Unido e da Alemanha, conforme a Reuters.