Brasil Expande Mercado Agrícola com Novas Aberturas para Canadá e Chile
Política Externa Brasileira — América do Sul
Acordos sanitários recém-concluídos permitem a venda de pâncreas suínos e embriões caprinos e ovinos para os dois países.
Novos Acordos Comerciais na Pauta Agrícola BrasileiraO governo brasileiro concluiu formalmente as negociações bilaterais para a exportação de novos produtos de origem animal aos mercados do Canadá e do Chile nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026. A medida amplia as oportunidades de comércio exterior do Brasil de forma significativa. O Ministério das Relações Exteriores (MRE), em ação conjunta com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), conduziu as tratativas diplomáticas e técnicas para a aprovação sanitária nos dois países. Esses avanços diversificam a pauta de exportações nacionais, além de agregarem valor a diferentes setores de alta especialização da produção agropecuária brasileira.Exportação de Pâncreas Suíno para o CanadáAs autoridades sanitárias canadenses autorizaram a importação de pâncreas suíno brasileiro, insumo essencial para a indústria farmacêutica local. Essa aprovação cria um nicho rentável e voltado à pesquisa científica para a cadeia suinícola nacional. O fluxo comercial com o país norte-americano já apresenta grande solidez. Apenas no ano de 2025, os envios agropecuários do Brasil para o Canadá superaram o montante de 1,3 bilhão de dólares americanos, impulsionados pela venda de carnes, café e itens do complexo sucroalcooleiro. A inserção desse novo produto farmacêutico consolida a integração das cadeias produtivas entre as duas nações.Abertura do Mercado Chileno para Genética AnimalO Brasil também garantiu o acesso ao mercado do Chile para a comercialização de embriões de ovinos e caprinos. Esse movimento representa um marco importante para a exportação de alta genética animal desenvolvida pelos produtores brasileiros. A relação econômica com o país andino possui um histórico robusto e estratégico para o continente. O comércio agropecuário bilateral rendeu mais de 2,2 bilhões de dólares americanos ao Brasil em 2025, com forte presença de soja, produtos florestais e carnes. A venda de material genético atesta a confiança chilena nos padrões sanitários e tecnológicos adotados pelo setor agropecuário nacional.