Brasil Condena Novos Ataques Contra Força de Paz da ONU no Líbano

Política Externa Brasileira — Oriente Médio

Itamaraty exige fim imediato das hostilidades e alerta que agressões contra militares da missão internacional podem configurar crimes de guerra.

Brasil Repudia Ataques Contra Missão de Paz no LíbanoO governo brasileiro condenou veementemente os novos ataques direcionados à Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL), registrados na última quarta-feira, 3 de junho. A ofensiva atingiu diretamente posições da missão internacional no sul libanês, região de intensos confrontos recentes. O episódio trágico resultou na morte de um soldado integrante das forças de paz, de nacionalidade sérvia, além de ferir outros dois militares. Atualmente, o contingente de paz humanitária na área conta com a participação ativa de oito militares do Brasil.Preocupação Crescente com a Segurança dos Capacetes AzuisA escalada ininterrupta da violência no Oriente Médio tem afetado severamente as operações humanitárias no terreno. Desde o reinício das hostilidades entre as tropas de Israel e o grupo Hezbollah, em 2 de março, a Organização das Nações Unidas (ONU) já contabilizou a perda de outros seis membros conhecidos como capacetes azuis. O Ministério das Relações Exteriores alertou que ataques deliberados contra missões de paz ou instalações internacionais constituem grave violação do Direito Internacional e do Direito Internacional Humanitário. A chancelaria brasileira enfatizou que atos dessa natureza possuem potencial para serem classificados como crimes de guerra.Exigência de Retirada Militar e Respeito à Soberania LibanesaA resposta diplomática nacional reforça o compromisso histórico do Brasil com a integridade territorial do Líbano. O Estado brasileiro manifestou repúdio à contínua ocupação de porções do sul libanês por parte de Israel, bem como às frequentes violações do cessar-fogo por todos os atores em conflito. Nesse cenário, o Itamaraty exortou o governo israelense a cumprir suas obrigações globais imediatas. A demanda principal da diplomacia brasileira é a retirada completa e incondicional das forças armadas estrangeiras do território libanês.A Urgência no Cumprimento da Resolução 1701A pacificação definitiva da região depende diretamente do resgate e do respeito aos acordos históricos já firmados perante a comunidade internacional. O Brasil cobrou de todas as partes o cumprimento integral da Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU. Este documento, aprovado em 2006, estabeleceu as bases originais para o cessar-fogo da guerra daquele ano e delimitou as áreas neutras e de segurança. A estabilidade no Oriente Médio exige que o amparo das diretrizes multilaterais prevaleça urgentemente sobre o prolongamento das hostilidades.