Brasil Assume Presidência da ZOPACAS no Rio de Janeiro
Política Externa Brasileira — América do Sul
Reunião ministerial celebra os 40 anos do bloco e marca a assinatura de acordos inéditos para a segurança e a proteção ambiental do oceano Atlântico Sul.
A Liderança Brasileira na ZOPACASO Brasil sedia a edição de número 9 da reunião ministerial da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul na cidade do Rio de Janeiro durante os dias 8 e 9 de abril. O evento diplomático marca a transição de liderança do fórum, com o governo brasileiro assumindo a presidência rotativa do grupo pelos próximos 3 anos, em sucessão ao mandato exercido por Cabo Verde. A iniciativa multilateral consolida a região atlântica como uma prioridade estratégica para a formulação da política externa nacional.A Celebração dos 40 AnosO encontro de alto nível reúne delegações de 24 nações africanas e sul americanas localizadas nas duas margens do oceano Atlântico Sul. A cúpula atual possui um caráter histórico por celebrar oficialmente os 40 anos de criação da aliança intercontinental. A organização foi estabelecida no ano de 1986 por meio da adoção da resolução 41 da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas.A Declaração e a Nova EstratégiaAs autoridades governamentais presentes no fórum deverão aprovar formalmente a Declaração do Rio de Janeiro e inaugurar a primeira estratégia oficial de cooperação do bloco. O novo documento diretivo prevê a aplicação de iniciativas concretas para aprofundar a colaboração técnica entre os países membros. As áreas prioritárias de atuação conjunta englobam o fomento da pesquisa oceanográfica, o fortalecimento da defesa e da segurança marítima, a ampliação da conectividade e a regulação da pesca.A Proteção do Meio Ambiente MarinhoA reunião ministerial também resultará em avanços jurídicos significativos para a preservação ecológica da região. Os representantes diplomáticos assinarão a Convenção para a Proteção do Meio Ambiente Marinho no Atlântico Sul. O novo tratado consiste em um acordo de natureza vinculante que obrigará os Estados signatários a implementarem medidas rigorosas de proteção ambiental, garantindo a construção de um espaço marítimo pacífico, cooperativo, seguro e sustentável.