Gleisi Hoffmann Pede Declaração de Persona Non Grata a Assessor de Trump
Política Externa Brasileira — América do Sul
A ex ministra encaminhou projetos na Câmara exigindo o bloqueio do enviado especial Paolo Zampolli ao território brasileiro após as declarações sobre as mulh...
As Declarações do Emissário Americano e a Resposta ParlamentarA deputada federal e antiga titular da pasta das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, apresentou dois requerimentos formais nas dependências da Câmara dos Deputados na segunda feira, dia 27 de abril. O alvo central das petições legislativas é o empresário Paolo Zampolli, indivíduo que atua sob a chancela oficial de enviado especial para assuntos globais a serviço da administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A articulação encabeçada pela parlamentar brasileira ocorreu em resposta a declarações direcionadas às mulheres brasileiras, proferidas pelo assessor integrante do quadro da Casa Branca durante interações públicas. Zampolli afirmou que o Brasil tem o hábito de exportar mulheres e declarou que as “mulheres brasileiras são programadas para causar problemas”. Os documentos protocolados exigem o posicionamento da cúpula governamental e a adoção de sanções estruturais para preservar os direitos e a imagem dos cidadãos brasileiros diante das condutas originadas no cenário internacional. A deputada argumentou sobre as razões das medidas afirmando que "as mulheres brasileiras não serão tratadas com desprezo por aliado de Trump, representante estrangeiro ou qualquer pessoa que ache que pode humilhar o Brasil impunemente" e adicionou que "relação diplomática exige respeito, reciprocidade e soberania".O Projeto de Bloqueio Físico em Território Nacional O primeiro documento entregue pelo gabinete da deputada Gleisi Hoffmann refere se a um projeto de lei desenvolvido com a finalidade de declarar Paolo Zampolli como uma "persona non grata" dentro dos limites de todo o território nacional. A equipe de assessoria jurídica da parlamentar explicou o escopo da ação, informando que o conteúdo redigido no projeto de lei prevê que a esfera do Poder Executivo brasileiro adote todas as providências formais necessárias para estabelecer a proibição definitiva da presença do enviado especial. O texto da petição estipula o impedimento legal do ingresso de Zampolli, proíbe qualquer tentativa de extensão da sua permanência no país e veda expressamente o exercício de qualquer atividade oficial ou representativa do assessor americano em solo brasileiro. A justificativa técnica e jurídica utilizada para estruturar a petição parlamentar alicerça se na defesa da soberania nacional, na manutenção da dignidade da pessoa humana, no respeito à igualdade estabelecida pela constituição e na estrita observância das regras estipuladas no texto da atual Lei de Migração do Brasil. Gleisi Hoffmann justificou as exigências argumentando sobre o dever cívico de “reagir com firmeza a qualquer agente estrangeiro que insulte o povo brasileiro”.As Demandas Direcionadas ao Ministério das Relações Exteriores Para complementar o primeiro documento, a deputada do estado do Paraná inseriu no sistema interno do legislativo um segundo ofício, este classificado como um projeto de resolução. Essa segunda peça possui o objetivo de expressar e oficializar a posição institucional adotada pela Câmara dos Deputados sobre o episódio. O documento manifesta o repúdio formal e estruturado da casa legislativa perante o teor das declarações do agente governamental norte americano sobre as mulheres nascidas no Brasil. O projeto de resolução formula uma recomendação direta ao corpo executivo do governo federal. O ofício determina que o Ministério das Relações Exteriores assuma uma postura ativa sobre o caso, recomendando a adoção de medidas diplomáticas enquadradas nas regras de relações internacionais entre o Brasil e as esferas oficiais da administração conduzida por Donald Trump. O gabinete da parlamentar não divulgou um cronograma indicando a data prevista para a análise inicial desses projetos pela mesa diretora do congresso. A tramitação dos documentos dependerá dos trâmites internos da câmara para avançar em direção às comissões específicas de relações internacionais e direitos constitucionais.