Governo da China Exige Fim de Embargo e Condena Sanções dos EUA contra Cuba

Economia e Comércio — América do Norte

Pequim manifesta forte oposição às novas medidas aprovadas pelo governo de Donald Trump, classificando as restrições econômicas como ilegais e como uma grave...

A Posição da Diplomacia Chinesa e as Acusações de IlegalidadeO Ministério das Relações Exteriores da China divulgou um comunicado oficial nesta terça-feira (5) exigindo que o governo dos Estados Unidos da América suspenda de forma imediata o embargo econômico e encerre as operações de sanções implementadas contra a República de Cuba. O pronunciamento do governo chinês estabelece uma condenação direta às medidas recentemente ampliadas pelo executivo americano, classificando as referidas diretrizes de contenção como iniciativas "ilegais" que configuram uma transgressão aos direitos de soberania nacional. A representação diplomática de Pequim sustentou na sua nota que as restrições unilaterais impostas pelo governo estadunidense constituem atos que "violam gravemente" as normas básicas consolidadas das relações internacionais e os preceitos de direito internacional humanitário. O órgão governamental da nação asiática acrescentou em seu texto que a aplicação contínua de medidas de "pressão coercitiva" sobre a economia cubana atenta contra o direito fundamental do povo de Cuba à existência, ao acesso a recursos vitais e ao desenvolvimento socioeconômico.O Novo Decreto e o Histórico de Tensões no CaribeO posicionamento do corpo diplomático chinês constitui uma reação direta à decisão administrativa tomada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo as informações fornecidas por fontes vinculadas à Casa Branca à agência de notícias Reuters, o mandatário norte-americano assinou um novo decreto governamental na última sexta-feira, dia 1º de maio, estabelecendo a ampliação e o endurecimento das sanções americanas destinadas ao governo cubano. As novas resoluções do decreto intensificam o bloqueio aos setores produtivos e financeiros, gerando respostas em organismos multilaterais e fóruns de cooperação estatal. O governo da China tem reiterado declarações de suporte político e diplomático à administração da ilha desde a elevação das tensões bilaterais entre os Estados Unidos e o governo de Havana durante o mês de janeiro. A intensificação do cerco à política cubana ocorre na esteira das ações operacionais do governo de Washington que resultaram na derrubada e captura do líder Nicolás Maduro na Venezuela, figura política que mantinha alianças com a liderança cubana.O Papel da China como Parceiro EstratégicoA nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores em Pequim demonstra que a China apoia as iniciativas e os esforços institucionais da administração de Cuba para resguardar a sua soberania territorial, manter as suas estruturas de governo e assegurar a sua segurança nacional frente a ações coercitivas de origem externa. A chancelaria chinesa informou que o governo se opõe de maneira firme à adoção de condutas de interferência nos assuntos internos de outros Estados, reafirmando os seus princípios de atuação na arena diplomática global e no relacionamento com nações em desenvolvimento. O apoio manifestado ao governo cubano indica a disposição da administração chinesa em manter a atuação como uma força contrapontual às determinações de sanções e aos embargos comerciais impostos unilateralmente por países ocidentais, consolidando parcerias de assistência e desenvolvimento em regiões da América Latina e do Caribe onde existem atritos com a política externa adotada pelo poder executivo de Washington.