Hezbollah Pede que Líbano Recuse Negociações com Israel
Segurança e Paz — Oriente Médio
Declaração do grupo ocorre após a morte de 13 integrantes das forças de segurança em Nabatiyeh e antecede reunião nos Estados Unidos.
O Apelo do HezbollahO grupo Hezbollah emitiu um comunicado oficial pedindo que o governo do Líbano rejeite qualquer forma de negociação direta com Israel. O apelo, divulgado por meio do aplicativo Telegram, ocorreu em resposta à morte de 13 integrantes das forças de segurança libanesas em um ataque na cidade de Nabatiyeh, ocorrido nesta sexta-feira (10). A organização declarou que o inimigo só entende a força e alertou as autoridades sobre o perigo de fazer concessões, pedindo que o governo retorne à sua posição ao lado do povo e da resistência.As Conversas com IsraelA pressão interna contrasta com a postura adotada por Israel. Na quinta-feira (9), o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que o Líbano havia feito repetidos pedidos para abrir canais de diálogo. Netanyahu confirmou que instruiu o seu gabinete a iniciar conversas diretas com a nação vizinha, estipulando como objetivos principais o desarmamento do grupo Hezbollah e a rápida normalização das relações pacíficas o mais breve possível.Reunião nos Estados UnidosDesafiando as exigências da milícia, a presidência do Líbano anunciou oficialmente na sexta-feira (10) que aceitou realizar uma reunião diplomática com representantes de Israel. O encontro presencial está agendado para a próxima terça-feira (14) e ocorrerá na sede do Departamento de Estado dos Estados Unidos, em Washington, com o objetivo de discutir o anúncio de um possível cessar-fogo para o conflito em andamento.O Saldo de VítimasAs tentativas diplomáticas ganham urgência devido à crise humanitária e ao alto custo de vidas. O Ministério da Saúde libanês informou que os primeiros dias do cessar-fogo regional firmado com o Irã acabaram se tornando o período mais sangrento no Líbano desde setembro de 2024. A contínua onda de ataques aéreos israelenses no território deixou um saldo devastador de pelo menos 357 mortos e 1.223 feridos em poucos dias.