EUA Afundam Fragata Iraniana no Oceano Índico

Segurança e Paz — Global

Primeiro torpedeamento americano de navio inimigo desde a Segunda Guerra Mundial: submarino americano destrói a IRIS Dena ao largo do Sri Lanka com torpedo M...

Na manhã de quarta-feira, 4 de março de 2026, às 5h08 no horário local, a Marinha do Sri Lanka recebeu sinal de socorro de um navio em afundamento em águas internacionais a aproximadamente 40 quilômetros ao sul de Galle, na costa sul da ilha — coordenadas que estavam dentro da Zona de Busca e Salvamento (SAR) sob responsabilidade do Sri Lanka, conforme o ministro das Relações Exteriores Vijitha Herath informou ao parlamento cingalês, segundo documentaram a CNN e a CBC. "Um navio pertencente à Marinha iraniana, de nome IRIS Dena, estava afundando — é o que sabemos com base no sinal de socorro que recebemos às 5h08", disse Herath ao parlamento. "Às 6h despachamos barcos para o local enquanto a Força Aérea também se juntou aos esforços de resgate", conforme a CNN reproduziu. Ao chegar ao local, as equipes de resgate encontraram uma cena de destruição: a fragata IRIS Dena — navio de guerra classe Moudge de 1.500 toneladas, lançado em 2015 e comissionado em 2021, armado com mísseis superfície-ar, mísseis antinavio e torpedos — havia sido partida ao meio e afundado a cerca de 19 milhas náuticas ao sul de Galle, conforme documentaram o Military.com e o Army Recognition. Autoridades do hospital principal de Galle confirmaram que 87 corpos foram entregues por resgatistas militares que responderam ao chamado de socorro; 32 sobreviventes com ferimentos — exaustão e queimaduras predominantemente —, foram resgatados pela Marinha do Sri Lanka e transferidos para o Hospital Nacional de Galle; cerca de 60 membros da tripulação permaneciam desaparecidos ao fim do dia, conforme a CBC e o Times of Israel, com base em dados do Ministério de Defesa do Sri Lanka.Na coletiva do Pentágono de quarta-feira às 9h30 em Washington, o secretário de Defesa Pete Hegseth confirmou publicamente que um submarino de ataque rápido da Marinha americana havia afundado a fragata, que identificou como "IRIS Dena" — e acrescentou um segundo afundamento: a corveta IRIS Soleimani havia sido afundada no Estreito de Ormuz na noite anterior, conforme a Fox News e o Military Times documentaram. "Ontem, no Oceano Índico... um submarino americano afundou um navio de guerra iraniano que pensava estar seguro em águas internacionais. Em vez disso, foi afundado por um torpedo. Morte silenciosa. O primeiro afundamento de navio inimigo por torpedo desde a Segunda Guerra Mundial", disse Hegseth, conforme reproduziram a ABC News, a CNN e a CBC. "Como naquela guerra, quando ainda éramos o Departamento de Guerra, estamos lutando para vencer", acrescentou, numa invocação deliberada do nome histórico do Pentágono — agora renomeado "Departamento de Guerra" por Hegseth —, conforme a Fox News registrou. O general Dan Caine, presidente do Estado-Maior Conjunto, confirmou que o navio havia sido destruído por um único torpedo Mark 48 disparado pelo submarino de ataque rápido e acrescentou que as forças americanas já haviam destruído mais de 20 navios iranianos no total desde o início da Operação Epic Fury. "Quero lembrar a todos que isso é uma demonstração incrível do alcance global americano. Caçar, encontrar e destruir um navio implantado fora de sua área de operação é algo que somente os Estados Unidos conseguem fazer nessa escala", disse Caine, conforme a ABC News reproduziu. O Pentágono divulgou imagens do ataque captadas pelo periscopio do submarino — mostrando uma enorme explosão na popa da fragata, que partiu ao meio antes de afundar pela popa em segundos —, conforme a ABC News, a CNN e o The War Zone (TWZ) documentaram, com imagens verificadas independentemente.O contexto geopolítico do afundamento era extraordinariamente delicado. A IRIS Dena havia participado da International Fleet Review 2026 e do exercício naval multinacional Milan, realizados pela Marinha indiana em Visakhapatnam — no estado de Andhra Pradesh, costa leste da Índia —, entre 15 e 25 de fevereiro de 2026. As 74 nações participantes incluíam os EUA, conforme a ABC News e o Army Recognition documentaram. A tripulação havia feito visita cultural à Índia — incluindo o Taj Mahal e o parque Kailasagiri —, participado de parada na cidade de Visakhapatnam, e a embaixada iraniana no Sri Lanka havia solicitado formalmente uma "visita de boa vontade" da Dena e de dois outros navios ao país a partir de 9 de março, conforme o Army Recognition e o TWZ documentaram com base em registros diplomáticos. O navio não havia recebido qualquer aviso americano antes de ser atacado, e a Índia não havia sido notificada do strike iminente em suas águas de influência, conforme o analista indiano Sushant Singh, professor de Estudos Sul-Asiáticos da Universidade Yale, disse à CNN: "O afundamento da IRIS Dena horas depois que ela deixou as águas indianas é um golpe enorme para a credibilidade regional de Nova Déli." Singh acrescentou que as "linhas vermelhas inegociáveis" da Índia — "proteger as rotas de comércio e energia, evitar o envolvimento na escalada EUA-Irã, e impedir a normalização de ações cinéticas de terceiros tão próximas de sua periferia marítima" — haviam sido todas desafiadas pelo strike americano, conforme a CNN documentou. O analista Brahma Chellaney, estrategista de assuntos estratégicos que havia comentado o exercício naval de fevereiro, disse ao The Hindu que o ataque foi "mais do que um evento de campo de batalha; é um constrangimento estratégico para Nova Déli". A Índia não emitiu nenhum comentário público até o fim do dia. A Austrália, silenciosa durante a quarta-feira, confirmaria em 6 de março que três militares da Força de Defesa Australiana estavam a bordo do submarino americano como parte de uma rotação de treinamento do programa AUKUS — suscitando um debate doméstico sobre o envolvimento australiano na guerra iraniana sem aprovação do parlamento, conforme a CBC e a ABC News documentaram.