Trump Ameaça Irã Novamente e Impõe Condições para Negociações
Segurança e Paz — América do Norte
Às vésperas de encontro no Paquistão, presidente dos EUA diz que país inimigo só está vivo para negociar, enquanto iranianos exigem fim dos ataques no Líbano...
A Ameaça de TrumpO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou drasticamente a tensão retórica nesta sexta-feira (10), um dia antes do início das conversas diplomáticas. Em publicações na sua rede social, Trump afirmou que os iranianos não possuem poder de negociação e que a única razão de ainda estarem vivos hoje é para negociar. Em entrevista ao jornal "The New York Post", o mandatário revelou que os militares americanos estão carregando os navios com as melhores munições e armas já feitas, prometendo usá-las de forma muito eficaz caso as tratativas diplomáticas, que devem ter um desfecho em cerca de 24 horas, fracassem.As Exigências do IrãDo outro lado, a liderança de Teerã estabeleceu condições estritas para avançar nas negociações. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, e o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, declararam que o diálogo não começará enquanto os Estados Unidos não cumprirem medidas pré-acordadas. As exigências iranianas incluem a extensão imediata do cessar-fogo para o Líbano, a interrupção dos ataques israelenses no país vizinho e a liberação total dos ativos financeiros do Irã que estão bloqueados no exterior.O Papel dos NegociadoresO vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, adotou um tom ligeiramente mais positivo, afirmando estar ansioso pela negociação, mas alertou que a equipe americana não será receptiva caso os iranianos tentem aplicar enganos. Vance confirmou que Trump passou diretrizes bem claras para as tratativas. A delegação de alto escalão americana também conta com o enviado especial para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e o conselheiro Jared Kushner. Eles se sentarão à mesa com Araghchi e Ghalibaf.O Cenário no PaquistãoAs reuniões oficiais estão programadas para começar no sábado (11) em um hotel de luxo em Islamabad, capital do Paquistão, nação que atua como mediadora central do conflito. O encontro decisivo ocorre sob a sombra de um cessar-fogo extremamente frágil, já marcado por trocas de acusações de violações mútuas entre o Irã e Israel. O resultado dessas negociações definirá se o Oriente Médio caminhará para o fim definitivo da guerra ou para uma nova e devastadora escalada militar.