Reino Unido Revela Batalha Subaquática Contra a Rússia
Segurança e Paz — Europa
Ministro da Defesa britânico detalha operação militar conjunta com a Noruega para repelir submarinos russos que ameaçavam cabos e oleodutos europeus.
A Invasão SubaquáticaNo início deste ano, águas britânicas foram cenário de uma operação militar encoberta que se estendeu por cerca de um mês. Uma frota não autorizada de submarinos russos ocupou a região com o objetivo suspeito de atacar e sabotar a infraestrutura crítica europeia. Segundo o ministro da Defesa do Reino Unido, John Healey, a incursão russa foi composta por um submarino de ataque da classe Akula e dois submarinos-espiões operados pela Diretoria Principal de Pesquisa em Águas Profundas de Moscou (GUGI), uma unidade especializada em operações de sabotagem em grandes profundidades.A Resposta Conjunta e a ExpulsãoDiante da ameaça iminente aos cabos submarinos e oleodutos vitais para a Europa, o governo britânico mobilizou as suas Forças Armadas em uma resposta tática vigorosa. A operação de defesa contou com o apoio direto da Noruega. O Ministério da Defesa norueguês confirmou o envio de aeronaves de patrulha marítima e de uma fragata para atuar em conjunto com a frota da Grã-Bretanha. O cerco militar forçou os submarinos russos a abandonarem as águas britânicas e a seguirem em direção ao norte sem oferecer resistência militar direta, não deixando sinais de danos à infraestrutura.A Advertência a PutinA decisão de desclassificar a operação militar e torná-la de conhecimento público teve um propósito geopolítico claro. O ministro John Healey utilizou o seu pronunciamento nesta quinta-feira (9) para enviar uma mensagem direta ao presidente russo, Vladimir Putin. Healey declarou categoricamente que o Reino Unido "vê" as atividades da Rússia sobre os seus cabos e oleodutos, advertindo que qualquer tentativa futura de danificá-los terá "sérias consequências". A manobra retórica buscou frustrar os planos de sigilo do Kremlin, demonstrando a eficácia do monitoramento britânico.