Coreia do Norte Diz que Relatório Diplomático do Japão é "Provocação"
Segurança e Paz — América do Norte
Pyongyang condena o Livro Azul Diplomático japonês e usa a guerra entre os Estados Unidos e o Irã para justificar a expansão de seu arsenal nuclear.
A Condenação Oficial do Relatório Diplomático JaponêsA Coreia do Norte condenou de forma veemente e extremamente rigorosa o último relatório diplomático anual divulgado recentemente pelo governo do Japão, o qual descreveu o país asiático e o seu crescente arsenal de armas nucleares como uma ameaça iminente e direta à segurança de toda a região, chamando o documento governamental japonês de uma grave provocação política. Uma autoridade de alto escalão do Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte manifestou publicamente o profundo descontento do regime comunista, dizendo em um extenso comunicado oficial publicado e amplamente divulgado pela mídia estatal KCNA nesta terça-feira (14), horário de Brasília, que a descrição contida no Livro Azul Diplomático 2026 do Japão sobre as capacidades nucleares da Coreia do Norte equivalia indubitavelmente a uma grave provocação que invade os direitos soberanos da nação e desrespeita a sua autonomia territorial de forma inaceitável.O Caráter de Autodefesa e a Posição Histórica de Tóquio O persistente apelo formal de Tóquio para o desmantelamento completo, verificável e irreversível das complexas instalações militares da Coreia do Norte é visto por Pyongyang como uma afirmação anacrônica e evasiva, disse a autoridade estatal, acrescentando com firmeza inabalável que o robusto programa de armas nucleares do país existe fundamentalmente para garantir a sua estrita autodefesa contra ameaças externas imperialistas. A Coreia do Norte já havia criticado duramente o que chamou de ambiciosa estratégia oculta e perigosa do Japão de possuir armas nucleares no futuro, bem como a crescente e estreita cooperação militar de Tóquio no desenvolvimento conjunto de novos mísseis balísticos em parceria com o governo dos Estados Unidos, o que na visão governamental asiática agrava ainda mais as severas tensões diplomáticas e militares em todo o continente e prejudica qualquer tentativa de paz.Os Recentes Testes Balísticos e o Uso de Bombas de Fragmentação Aumentando significativamente a apreensão internacional e demonstrando a sua inegável força militar na península coreana, este mês, a Coreia do Norte anunciou publicamente que testou com grande sucesso e precisão vários novos mísseis, incluindo armamentos altamente sofisticados e letais, como mísseis equipados com bombas de fragmentação, os quais são descritos pelas autoridades militares locais como equipamentos amplamente capazes de danificar a infraestrutura inimiga em larga escala e neutralizar avanços opositores rapidamente. Esses constantes e calculados exercícios bélicos servem estrategicamente como uma mensagem direta de intimidação militar e alerta máximo para os governos aliados de Tóquio, Seul e Washington, consolidando de vez a postura agressiva, altamente militarizada e totalmente intransigente do regime comunista liderado por Kim Jong-un diante das pesadas sanções econômicas impostas pelas Nações Unidas e pelas maiores potências ocidentais.A Guerra do Irã Como Justificativa Estratégica Para o Armamento Neste tenso contexto de escalada retórica e armamentista internacional, a recente e violenta guerra no Oriente Médio tornou-se um argumento geopolítico central e irrefutável para os formuladores de políticas de Pyongyang. O líder supremo da Coreia do Norte, Kim Jong-un, afirmou recentemente com grande convicção que a guerra declarada dos Estados Unidos com o Irã prova de maneira irrefutável e prática que o seu país tomou a decisão estratégica correta e visionaria ao manter ativamente o contínuo desenvolvimento das suas próprias armas nucleares ao longo dos anos. Em um duro e histórico discurso direcionado aos membros da Assembleia Popular Suprema da Coreia do Norte realizado em março, o mandatário asiático não poupou palavras pesadas e acusou diretamente a administração de Washington de promover de maneira desenfreada perigosos atos de terrorismo e agressão patrocinados pelo Estado, justificando assim a sua inabalável doutrina militarista perante o mundo.A Irreversibilidade Definitiva do Status Nuclear do País Asiático Finalizando a sua profunda linha de raciocínio lógico sobre a caótica atual conjuntura geopolítica mundial, o líder supremo enfatizou perante as lideranças militares de seu país que a instabilidade crônica provocada por potências estrangeiras fortalece o isolacionismo armado e defensivo do seu governo. A situação atual prova claramente que a Coreia do Norte estava total e historicamente justificada em rejeitar com veemência o que ele mesmo descreveu criticamente como uma mera pressão disfarçada e conversas amistosas ilusórias dos EUA para que a nação asiática abandonasse o seu arsenal nuclear de forma permanente, afirmou Kim em seu contundente discurso oficial. Diante do plenário governamental, o ditador adicionou com um tom definitivo, legal e absolutamente desafiador que o status nuclear da Coreia do Norte agora é incontestavelmente irreversível, sepultando de uma vez por todas qualquer tênue esperança diplomática ocidental de desnuclearização da península a curto, médio ou longo prazo.