China e Rússia Vetam Uso da Força no Estreito de Ormuz
Governança Global — Oriente Médio
Conselho de Segurança da ONU rejeita resolução proposta pelo Bahrein em meio a bombardeios ocidentais e ameaças de destruição em massa no Irã.
O Veto no Conselho de SegurançaO Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas rejeitou o projeto de resolução que visava autorizar o emprego de força militar no Estreito de Ormuz. A medida, inicialmente proposta pelo Bahrein, estipulava que os países aliados poderiam utilizar todos os meios defensivos necessários para assegurar a navegação comercial na região por um período de 6 meses. A aprovação do documento foi definitivamente bloqueada devido ao exercício do poder de veto por parte das delegações diplomáticas da China e da Rússia, que se opuseram frontalmente ao uso de intervenções bélicas.As Posições das Potências GlobaisA diplomacia francesa, que inicialmente resistia ao projeto, concordou em apoiar a medida após a remoção do seu caráter obrigatório. No entanto, o governo chinês justificou o seu veto argumentando a inadequação de aprovar ações coercitivas no mesmo dia em que o presidente americano fez ameaças de extinção contra a população persa. Pequim mantém uma postura pragmática devido à sua forte dependência dos 20% de petróleo global exportado pelo canal e dominado pelo Irã. O representante da Rússia classificou o texto como desequilibrado e confrontador, alegando que a redação final condenava exclusivamente as táticas de defesa adotadas pelas forças armadas iranianas.Os Ataques Ocidentais no IrãO impasse diplomático na sede global ocorreu paralelamente a uma severa escalada militar no teatro de operações do Oriente Médio. Antecipando o fim do ultimato estipulado por Donald Trump, as forças dos Estados Unidos lançaram ataques direcionados contra a estratégica ilha de Kharg, que concentra 90% da produção petrolífera do país, mas poupando a infraestrutura primária de extração. Simultaneamente, o Exército de Israel executou amplas ofensivas aéreas atingindo trens, aeroportos e edifícios públicos no território do Irã, incluindo o bombardeio de um complexo petroquímico em Shihaz e de uma grande ponte na cidade de Qom. Em Teerã, uma das explosões matou 9 pessoas.A Retaliação e os Escudos HumanosDiante da onda de bombardeios estrangeiros, o regime iraniano dobrou a aposta retórica e encerrou formalmente a sua política de boa vizinhança com os países árabes do Golfo. A liderança militar em Teerã convocou a população civil para formar um escudo humano ao redor das usinas vitais da nação, buscando deter a destruição das matrizes energéticas. Autoridades locais alertaram que o fechamento do mar avançará para o estreito de Bab el Mandeb se a crise sair do controle e prometeram deixar o Oriente Médio no escuro caso a infraestrutura elétrica do país sofra novos colapsos provocados pelos adversários.