Ras Tanura e Embaixada Americana em Kuwait Sob Ataque
Segurança e Paz — Oriente Médio
Terceiro dia da Op. Epic Fury: Irã atinge a maior refinaria do mundo; 555 iranenses mortos segundo o Crescente Vermelho; Trump diz que "a grande onda ainda e...
Na segunda-feira, 2 de março de 2026, o Secretário de Defesa Pete Hegseth e o Presidente do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine, realizaram coletiva de imprensa no Pentágono — a primeira prestação de contas formal aos meios de comunicação desde o início da Operação Epic Fury na madrugada de sábado —, confirmando que as forças americanas haviam atingido mais de 1.000 alvos no Irã nos primeiros três dias de operações e que as "principais operações de combate" continuavam em curso, conforme a NPR e o Times of Israel documentaram com base nas imagens da coletiva. Hegseth disse que os EUA haviam destruído ou degradado gravemente as capacidades de lançamento de mísseis balísticos iranianos, os radares e sistemas de defesa aérea, e que a Marinha iraniana havia sido "virtualmente eliminada como força de combate coerente" nos primeiros dois dias, conforme reproduziu a NPR. Hegseth não forneceu estimativa de baixas inimigas. O Crescente Vermelho iraniano havia divulgado mais cedo naquele dia que 555 pessoas haviam morrido no Irã nos três primeiros dias dos strikes — a esmagadora maioria identificada como pessoal militar e das Forças de Segurança —, conforme a NPR documentou. Fontes de inteligência citadas pela CBS News estimavam o número de militares iranianos mortos nos strikes em mais de 1.200, enquanto a agência hengaw, que monitorava eventos em regiões de minorias étnicas no Irã, havia reportado ao menos 2.400 mortos incluindo 310 civis no sexto dia, conforme o ACLED compilou.O evento mais significativo do dia em termos de impacto geopolítico imediato havia sido o ataque a Ras Tanura: drones iranianos haviam visado a refinaria da Saudi Aramco em Ras Tanura — a maior refinaria do mundo, com capacidade de processamento superior a 550.000 barris de petróleo por dia —, localizada na costa oriental da Arábia Saudita perto de Dammam, conforme a NPR e a AP documentaram com base em comunicado do porta-voz militar saudita. A defesa aérea saudita havia interceptado os drones — com a Força Aérea Saudita derrubando todos os projéteis antes que atingissem as instalações de refino —, mas destroços de drones interceptados causaram incêndio num tanque de combustível e geraram nuvem densa de fumaça negra que forçou a paralisação temporária das operações da refinaria como medida de precaução, conforme a televisão estatal saudita e a NPR reportaram. "O interceptação bem-sucedida evitou o que poderia ter sido o ataque mais caro da história aos mercados de energia globais", disse Sascha Bruchmann, analista de defesa do International Institute for Strategic Studies em Bahrain, à AP. A Arábia Saudita havia anteriormente advertido que "poderia retaliar contra o Irã" após strikes que já haviam matado pelo menos cinco civis sauditas, conforme a NPR — tornando o ataque a Ras Tanura um potencial ponto de inflexão que poderia arrastar Riad para o conflito como beligerante ativo, conforme os analistas do ACLED e do IISS avaliaram.A embaixada americana no Kuwait foi atingida por um míssil balístico iraniano naquela segunda-feira — o que Trump confirmou numa ligação ao CNN ter sido "o maior choque" da guerra, segundo suas palavras —, destruindo o muro perimetral e o pátio de entrada, ferindo dois fuzileiros americanos em serviço de guarda e causando danos estruturais à ala administrativa do edifício principal, conforme a CNN documentou com base no comunicado do CENTCOM. "A maior surpresa [do conflito] para mim foi o Irã atacando os países árabes", disse Trump à CNN, conforme reproduziu a NPR — referindo-se a que o Irã havia direcionado a maior parte de seus mísseis não a Israel, mas aos EAU (40% do total), com Israel recebendo "apenas" 39%, conforme a análise do JINSA citada pelo ACLED. Kuwait havia interceptado 178 mísseis balísticos e 384 drones iranianos desde o início das hostilidades — o maior volume de ataques iranianos contra qualquer Estado árabe na história —, conforme a Agência de Notícias Estatal Kuwaitiana, citada pela CNN. Trump prometeu "vingar" as mortes dos três militares americanos confirmados no dia anterior — dois mortos no Kuwait e um em outro local não divulgado — e disse à CNN que "infelizmente provavelmente haverá mais" baixas americanas antes do fim do conflito, conforme a NPR e o Times of Israel reportaram.O Qatar — que abrigava a maior base aérea americana fora do território americano, Al Udeid, que havia sido atingida por mísseis iranianos no dia anterior —, anunciou naquela segunda-feira ter prendido dez indivíduos por operar como célula do IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica) em seu território, coletando dados sobre infraestrutura militar, com alguns treinados para operar drones, conforme documentou o ACLED e o Times of Israel. A prisão revelava que o IRGC havia pré-posicionado ativos de inteligência em aliados dos EUA na região antes do início da operação — numa demonstração de profundidade operacional que alertou os serviços de inteligência americanos e dos países do Golfo, conforme o ACLED analisou. Trump, em declaração à CNN gravada antes da coletiva de Hegseth, enumerou pela primeira vez de forma articulada e pública os quatro objetivos de guerra da operação: "destruir as capacidades de mísseis do Irã, aniquilar sua marinha, acabar com suas ambições nucleares e parar seu apoio a grupos armados", conforme a NPR e a CNN reproduziram. A declaração era significativa porque substituía a ambiguidade das primeiras 48 horas — quando Trump havia falado em termos vagos de "encerrar a ameaça" — por um conjunto concreto de objetivos militares mensuráveis que a comunidade internacional poderia usar para avaliar quando a operação poderia terminar, conforme os analistas do IISS e do Brookings Institution observaram à NPR. Ao mesmo tempo, Trump disse que "a grande onda ainda está por vir" — sinalizando que os strikes iriam se intensificar, não diminuir —, conforme a CNN reportou.